Imunoterapia

Imunoterapia Alérgeno-Específica
Vacinas de Alergia


A Imunoterapia alérgeno-específica é um tratamento que tem a capacidade de reduzir os sintomas das alergias respiratórias, por exemplo, rinite ou asma e das alergias causadas por picadas de insetos por meio da administração de doses iniciais semanais de extratos específicos ou gotas sublinguais –conhecido como “vacina para alergia”. Representa única medida capaz de alterar o curso natural das doenças alérgicas. Tempo de tratamento varia de 1 a 5 anos. O principal objetivo do tratamento é induzir a tolerância ao alérgeno.


É contra-indicada em pacientes com doença coronariana, em pessoas que usem determinado grupo de anti-hipertensivo (betabloqueadores) ou que sofram de outras doenças do sistema imunológico, tais como imunodeficiências e doenças autoimunes.


A imunoterapia pode ser indicada para pessoas sensíveis aos ácaros da poeira doméstica, pólens, fungos e venenos de insetos (abelhas, vespas, marimbondos e formigas). De modo geral, a sensibilização a estes alérgenos está associada a manifestações respiratórias (rinite e asma) e a reações graves, como a anafilaxia por picada de insetos.


A indicação da imunoterapia deve ser fundamentada:


1- comprovação da sensibilização (presença de anticorpos IgE para os alérgenos);

2- avaliação da importância da alergia no quadro clínico do paciente;

3- disponibilidade do alérgeno para o tratamento.


A impossibilidade do afastamento total do contato com o alérgeno, a intensidade das manifestações clínicas que determinem necessidade de medicação constante e a concordância do paciente em receber imunoterapia são fatores que devem ser analisados na indicação da imunoterapia com alérgenos.


Para orientar a aplicação de imunoterapia o médico deve ter capacitação específica. A imunoterapia com alérgenos é acompanhada de riscos. Ao iniciar imunoterapia o paciente deverá ser informado desta possibilidade e o médico deve estar preparado para tratar reações adversas, que podem ser graves. Reações locais são comuns e pode ocorrer urticária generalizada. Alguns pacientes apresentam agravamento transitório da manifestação clínica após aplicação do extrato alergênico. Nestas condições é necessário ajustar a dose de alérgeno empregada.


É importante ressaltar que as vacinas com alérgenos não devem ser aplicadas como forma isolada de tratamento. Ao contrário, a abordagem do paciente alérgico deve contemplar medidas de controle da exposição a alérgenos e o uso de medicamentos para controle e prevenção das manifestações clínicas. Desta forma, a imunoterapia com alérgenos deve ser considerada como parte de um plano de tratamento que inclui medidas de controle ambiental e farmacoterapia.


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